Intercâmbio: Emergências

Hello, folks!
Sorry por ontem não ter postado, estou mega exausta e faço este post dando cabeçadas em cima do teclado… Hoje resolvi trazer algo que pode sim acontecer com qualquer pessoa em uma viagem/ intercâmbio: precisar ir ao hospital. O post será beeem grandinho, contando tim tim por tim tim da minha experiência. :)

Pois bem, como eu já falei em alguns posts durante essa semana, eu fiquei super mal no final de semana passado… minha garganta estava muito ruim, a ponto de ficar sem voz. Doía demais e eu não aguentava mais! Como eu fiz um seguro viagem ( Isso é MEGA importante, gente! Sempre que forem viajar, façam! Ele te dá assistência médica e de bagagem, caso seja extraviada ou atrasada), já me adiantou metade do caminho. Foi só ligar para o número que eles disponibilizam, dar os meus dados e todos os números impressos na carteirinha do plano e dizer onde você está morando, o que você está sentindo, etc. O meu seguro é da empresa Assist-Card.

Assim, minha experiência com eles não foi a melhor da vida não, mas no final deu tudo certo. Mas vamos pelo começo para vocês entenderem:

1.Quando eu liguei para eles, aqui já era à noite e no Brasil, de manhã. Ou seja, as trocas de ligações foram todas durante a minha madruga e eu não dormi porcaria nenhuma. 2, eu não podia falar alto no telefone ( porque estava sem voz, claro e porque era de madrugada! Iria acordar todos dos quartos ao lado!) e a atendente ficava pedindo para eu repetir/falar mais alto/ não entendia o que eu disse. Queria matar ela mais que a alma! -.-

O primeiro atendimento aconteceu com um brasileiro, onde ele anotou tuuudinho sobre mim e repassou para o seguinte “estágio” da empresa- “fora do Brasil“. Em seguida, me ligou uma mulher falando inglês ( essa louca que pedia para eu repetir tudo)… como ela não estava entendendo nada e nem eu o que ela falava ( ela tinha um ovo na boca e falava mais rápido que o the flash, pqp) eu solicitei por alguém que falasse português ( isso foi a única coisa que ela conseguiu entender (y)). Em seguida, uma tradutora me ligou junto com ela na linha, informando-me que se eu precisasse ir naquele momento para o hospital (3 da matina!) eu teria que pagar tudo que o hospital tivesse que me cobrar e que depois eles me reembolsariam quando eu chegasse no Brasil.( Ok, isso eu já estava ciente quando peguei o seguro, mas não ia nem a pau as 3 da matina pro hospital, ainda mais sozinha!) Ou uma segunda opção que seria esperar amanhecer aqui no Japão para eles entrarem em contato com uma das clínicas associadas e me encaminhassem. Óbvio que escolhi essa opção.

Depois, lá pelas 10h, um outro atendente ( agora dentro do território Japonês) me ligou.. Ele falava japonês também, mas optou por falar em inglês. E eis que ele também não entendia um pingo do que eu falava! Óbvio, ninguém me ouvia, nem eu mesma! Ele pediu para que alguém que falasse japonês se comunicasse por mim, mas não tinha ninguém em casa! Todos já tinham ido trabalhar…
 E a luz entrou pela porta, ou melhor, o som da benção: a sobrinha da minha host family ( ela tem a minha idade) tinha acabado de chegar em casa! Não sei como, mas em 10 segundos eu expliquei pra ela que eu estava morta de dor de garganta e que o atendente do seguro estava ao telefone comigo, mas que ele precisava de alguém que falasse japonês fluente e se ela poderia me ajudar. Ela super atenciosa falou com ele, ainda pediu para ele ligar para o celular dela para evitar de gastar o meu ( roaming internacional também se paga quando recebe ligação, queridos! :( ).

De todas as palavras que eles falaram eu só entendi os números. Ela desligou o telefone e falou para mim: “troque de roupa que eu vou contigo pro hospital.” Só me deu vontade de chorar e beijar os pezinhos dela com tanta bondade! Sério!

No caminho, ela me explicou que esse último atendente já tinha entrado em contato com a clínica e que eu não precisaria pagar nada! Chegamos e as recepcionistas já estavam esperando por nós. Todos super atenciosos, me ajudando a explicar aqueles vocabulários em japonês que eu nunca vi! rsrsrs
Enfim, fui atendida, recebi uma carteirinha da própria clínica se eu precisasse voltar lá e a receita com os remédios. Em frente à ela, tinha uma farmácia associada… de lá, a Kayoko ( a sobrinha) ligou novamente para o atendente que falou com o farmaceutico sobre eu não precisar pagar. Esperei a minha vez e o farmaceutico me mostrou os remédios, como eu teria que tomar e quando eu estava anotando, ele me disse que não precisava e me mostrou o seguinte papel:

Que papel mágico: com as fotos de todos os remédios, mg, quantas vezes por dia e quantos comprimidos eu tenho que tomar e quais são os cuidados. Fala sério, muita coisa de japonês né? Super prático!

Peguei os meus remedinhos e fui embora, sem pagar um tostão, minha gente! Depois dessa longa e cansativa jornada, fui almoçar com a super-kayoko e recebi uma ligação da empresa, pedindo para eu enviar o recibo do pagamento, dizer qual foi o lugar que eu fui antendida e bla bla bla. E eu: “gente, eu não paguei. Não tem recibo! E foi o atendente x, com número de telefone y que me indicou a clínica e fez com que eu não precisasse pagar.”
Nessa hora eu fiquei “man, na boa, cês tão um caos de comunicação ai dentro hein?”. Nisso a ligação caiu, eu desisti de atendê-los, porque não sou rhyca para pagar 788098379 reais de roaming internacional e o problema de comunicação interna era deles! Eu já estava com meu problema resolvidinho… E vocês acreditam que até hoje eles ainda me ligam? Eu já passei um email para a empresa que eu fechei o intercâmbio, explicando tudo, pedindo para que eles entrassem em contato com a Assist Card para explicar que já está tudo bem e que eu não paguei… eles ligaram para lá, mas esses loucos continuam no meu pé! rsrsrs

Enfim, essa foi a minha saga. Indico para vocês que façam um seguro de viagem, pelo amor de Deus! E pesquisem como se comunicar nesses casos na língua em que você está residindo. Olha que louco: por minha sorte, eu sabia explicar mais o que estava acontecendo em japonês do que em inglês! As palavras para expressar isso em japonês são mais fáceis do que em inglês… vai entender! rsrsrs
E não tente agir sozinho, peça ajuda!

Tirei mais fotinhos de como os remedinhos são organizados. Eles vem dentro de envelopinhos com meu nome impresso ( olha que chique!) e indicando se aquele é o enevelope para medicamentos de consumo interno ou externo.

No caso, o envelope escrito em azul é de consumo interno (bebível) e o vermelho, externo ( a pastilha). E por último: a quantidade certa de compridos! Sem desperdícios, galera! Nada de comprar uma caixa de 20 comprimidos e só ter que tomar 7! Aqui é tudo contadinho!

Espero ter ajudado vocês com esse post! Qualquer dúvida, deixem nos comentários!

Um beijo e um queijo!

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